Mais de mil centelhas
  

Como assim, Seu I Ching?




A CONDUTA (TRILHAR)

Acima: CH´IEN, o criativo, o céu.
Abaixo: TUI, a alegria, o lago.


"Acima o céu, abaixo o lago: a imagem da conduta.

Assim o homem superior discrimina entre o alto e o baixo e fortalece desse modo a mente do povo.

O céu e o lago evidenciam uma diferença de altitude inerente à essência dos dois, e que, por isso, não desperta inveja. Assim também entre os homens há, necessariamente, diferenças de nível. É impossível chegar a uma igualdade universal. Porém, o que importa é que as diferenças de nível na sociedade humana não sejam arbitrárias e injustas, pois nesse caso a inveja e a luta de classes se seguiriam inevitavelmente. Se, ao contrário, às diferenças de nível externo corresponderem diferenças de capacidade interna, e o valor interno for o critério para a determinação da hierarquia externa, a tranqüilidade reinará entre os homens e a sociedade encontrará ordem."

Não gostei. E não perguntei nada disso, porra.

 Escrito por Clara Crocodilo às 22h42
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   "Dê-me constância, mas não me dê agora", disse Santo Agostinho. Bem que poderia ser dito por mim.



 Escrito por Clara Crocodilo às 22h25
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   Diz o guardinha no começo de Corra, Lola, Corra:

A bola é redonda, o jogo dura 90 minutos. Isto é um fato. O resto é pura teoria.

É, no futebol isso pode funcionar. Fora dos estádios não é bem assim. Ponto final.

 Escrito por Clara Crocodilo às 03h20
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Re(f)verência


Dor Elegante
(Itamar Assumpção e Paulo Leminski)

Um homem com uma dor
É muito mais elegante
Caminha assim de lado
Com se chegando atrasado
Chegasse mais adiante

Carrega o peso da dor
Como se portasse medalhas
Uma coroa, um milhão de dólares
Ou coisa que os valha

Ópios, edens, analgésicos
Não me toquem nesse dor
Ela é tudo o que me sobra
Sofrer vai ser a minha última obra


Amém, seus loucos-marginais-sensacionais, amém.

 Escrito por Clara Crocodilo às 02h53
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   Dick Watson lê o Mais de mil centelhas?

Preciso me ferrar, como diz o Rafael (Ricardo Darín, magnífico), em "El Hijo de la Novia".

 Escrito por Clara Crocodilo às 02h14
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   De volta ao abismo negro do pensamento.

 Escrito por Clara Crocodilo às 01h50
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Cartão Postal





Aloha, karo(s) kamarada(s),

Minha chegada no Hawaii foi ótima, estou me sentindo em casa.
Muito frio aí?
Aqui o tempo está perfeito: muito sol e, principalmente, muito luau!!
O pico é irado! E o bom é que num tem crowd.
Ah, e as ondas! Uhuuu, as ondas estão perfects! Alucinantes, brô(s).
Depois de muito wipe out, já deixei de ser haole.
Amanhã faremos uma session num secret spot em Makapu'u.
Se o mar estiver flat, bato um fio.
Mahalo!
Awapuhi (Raio de Luar)

PS: Elvis não só está vivo como love me tender. E manda beijos.


 Escrito por Clara Crocodilo às 19h37
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   "Ele (ou ela) não é um turista entusiasmado perseguindo as Grandes Vistas e riscando-as de uma lista de maravilhas padronizadas. Ele (ou ela) é um parisiense em busca de um momento íntimo, e não de uma aula, sendo que se as maravilhas, por um lado, podem ser edificantes, por outro não chegam a dar arrepios no observador. Longe disso, o flâneur está no encalço é da pedra de toque proustiana - a madeleine, o calçamento irregular de pedras. A soleira esbatida pelas intempéries, o velho azulejo..."


O Flâneur: um passeio pelos paradoxos de Paris, de Edmund White. (2001)

 Escrito por Clara Crocodilo às 13h30
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   Mafalda, personagem de Quino, econtra-se com Borges, o Jorge Luis.

- "Olá Mafalda! Como vai você? "

- "Como vai o senhor, Don Borges? Nunca o havia visto antes. Que prazer conhecê-lo pessoalmente. Gosto dos contos que o senhor escreve. E dos poemas também. Noto que o senhor gosta tanto de Buenos Aires quanto eu."

- "Fico feliz em ouvir isso de você. Nunca encontrei uma pessoa que gostasse tanto desta cidade quanto você. O que você está fazendo por aqui, filha?"

- "O de sempre. Gosto de caminhar pelas ruas, ouvir o que as pessoas têm a dizer, contemplar a primavera, refletir sobre o mundo, falar com a vida, observar os detalhes da cidade, aprender e refletir sobre as coisas que vejo, que ouço... Esse tipo de coisas que os mais velhos nunca têm tempo para fazer. Pelo menos os velhos que eu conhecia até hoje. "

- "Ah Mafalda, sempre soube que você era uma flâneur."

- "Como o senhor pode me dar esse diagnóstico se eu só disse o que gosto de fazer. Ser flâneur é bom?"

- "É claro que é. O flâneur é essa pessoa que gosta de caminhar pela cidade distraindo-se com cada situação que encontra nas ruas. A rua é para o flâneur, um lugar cheio de novidades onde é impossível sentir tédio."

- "Então o senhor também é um desses."

- "Sou sim."



Trecho de "História da Cidade de Buenos Aires Contada por Jorge Luis Borges e Mafalda", de Diogo Oliveira

 Escrito por Clara Crocodilo às 02h41
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   Escreve Baudelaire sobre o flâneur:

"A multidão é o seu domínio, como o ar é o do pássaro e o mar o do peixe. Ele tem uma paixão e um credo: esposar a multidão. Para o perfeito errante, para o observador apaixonado, é um imenso prazer fixar residência na multiplicidade, em tudo que se agita e que se move, evanescente e infinito: você não está em casa, mas se sente em casa em toda parte; você vê todo mundo, está no centro de tudo, mas permanece escondido de todos - e esses são apenas alguns dos pequenos prazeres dessas mentes independentes, apaixonadas e imparciais que a linguagem mal pode definir. [...] Assim, o amante da vida universal entra na multidão como num imenso reservatório de eletricidade. Também podemos compará-lo com um espelho tão imenso quanto a multidão; a um caleidoscópio dotado de consciência que em cada um dos seus movimentos representa a vida múltipla e a graça móvel de todos os elementos da vida. É um eu insaciável do não-eu que, a cada instante, o mostra e exprime em imagens mais vivas que a própria vida, sempre instável e fugaz."


O Pintor da Vida Moderna. Publicado nos dias 26, 28 de novembro e 3 de dezembro de 1863, no Figaro.

 Escrito por Clara Crocodilo às 02h12
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   P.S.: No meu caso, flâneuse.

 Escrito por Clara Crocodilo às 01h21
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   Olhar a cidade

Ir ao Brique da Redenção, num domingo de inverno, é uma das melhores maneiras de se fazer antropologia urbana. E, pra isso, nada melhor do que ser flâneur.


 Escrito por Clara Crocodilo às 00h40
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   saudade . [Do lat. solitate, 'soledade', 'solidão', pelo arc. soydade, suydade, poss. com infl. de saúde.] S. f. 1. Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia: "Saudade! és a ressonância / De uma cantiga sentida, / Que, embalando a nossa infância, / Nos segue por toda a vida!" (Da Costa e Silva, Pandora, p. 83); "E uma saudade de casa começou a me agoniar." (José Lins do Rego, Doidinho, p. 171) 2. Pesar pela ausência de alguém que nos é querido. 3. Bot. Designação comum a diversas plantas da família das dipsacáceas, principalmente da espécie Scabiosa maritima, e às suas flores; escabiosa, suspiro: "E ela deu-lhe do seio uma saudade / Murcha, e no entanto bela" (Gonçalves Dias, Obras Poéticas, II, p. 98) 4. Bot. Planta da família das asclepiadáceas ( Asclepias umbellata). 5. Bras. Zool. V. assobiador (4). 6. Bras. Cantiga da terra, entoada pelos marujos no alto-mar. ~ V. saudades. Rebenqueado das saudades. Bras. RS 1. Que curte a dor das saudades, da separação.

 Escrito por Clara Crocodilo às 22h58
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