Homens Que Eu Amo II
MDMC apresenta:
VITOR RAMIL

Não há necessidade de explicar o motivo de ele ter sido listado na seção "Homens Que Eu Amo". Quem passa uma, apenas uma noite ao som de Tambong e de vozes graves - seja no quarto, no bar, na rua, na chuva ou numa casinha de sapê - não sai incólume da experiência. Sim, há necessidade. Além do motivo musicalmente óbvio, o Barão de Satolep tira minhas dúvidas sobre fotos antigas do seu livro (sim, ele também é escritor), tem olhos profundos e calmos, mora no significativo Bom Fim, possui uma alma que quase pode ser tocada com a ponta dos dedos e a Estética do Frio percorre suas (nossas, vossas) veias. Seu novo disco, Longes, acaba de ser lançado e já promete rodar e rodar no meu cd player. Segundo ele, esse disco é mais emocional que os anteriores, conceituais. Mais emocional ainda?! Valhei-me, Joquim.
PS: como a perfeição não existe, o moço de Pelotas tem um defeito grave: é gremista.